Atriz Brasileira “Alessandra Negrini” no 4º Festival de Cinema Brasileiro
20 Oct, 2012
Por Rômulo Seitenfus/ The Brazilian Post
Ela chegou como a atração mais esperada entre os astros do Brazilian Film Festival of London para assistir ao filme Dois Coelhos, no qual interpreta Júlia, uma promotora envolvida numa operação organizada para assassinar um político corrupto. Com ação, romance e tiros, o filme do diretor Afonso Poyart reúne as maiores cenas de explosões do cinema brasileiro. Cheio de efeitos especiais, o filme foi exibido na quarta edição Brazilian Film Festival of London.
A filha do engenheiro Luiz Eduardo Osório Negrini e da pedagoga Neusa Vidal de Negreiros passou a infância e a adolescência em Santos (SP). Aos 18 anos, se matriculou num curso de teatro, e nessa época foi chamada para fazer testes na Rede Globo de Televisão. Sua estreia na TV foi na telenovela Olho no Olho, de Antônio Calmon, e no ano seguinte participou do elenco de Cara e Coroa, do mesmo autor, ambas como coadjuvante.
Além de diversos trabalhos na televisão, encenou no teatro as peças A Senhora de Dubuque, Os Credores e A Gaivota, na qual viajou para a Europa, Canadá e Japão. No cinema, possui uma longa lista de filmes rodados, como O que é isso companheiro?, Sexo, Amor e Traição e Os Desafinados. Ao estrear o longa Cleópatra, de Julio Bressane, conquistou o prêmio de Melhor Atriz do Festival de Brasília.
Nesta entrevista, Alessandra Negrini revela particularidades ao interpretar Júlia no filme Dois Coelhos, fala da relação de parceria com a equipe e com o diretor, reflete sobre o crescimento do cinema brasileiro ligado à economia do país e conta o porquê de conciliar o universo dos filmes com a televisão.
Foto de Rômulo Seitenfus
Você interpreta a Júlia, uma promotora cheia de facetas que mistura síndrome do pânico, romance e ação. Como foi viver essa personagem?
A Júlia é uma heroína bandida que se vê envolvida com uma situação complicada. Sonha em viver na praia, deseja ser amada e sofre de síndrome do pânico por tudo aquilo que ela está passando. Não é somente um filme de ação, mas também um romance. Eu amei o longa, achei incrível, tem uma pegada diferente. Foi muito bom, tivemos companheirismo entre os atores e o diretor, uma parceria grande. Quando você tem essa parceria, qualquer trabalho é bom.
Como foi o seu primeiro contato com o roteiro do filme Dois Coelhos?
Chegou um roteiro na minha mão e eu pensei: vamos ver qual é. Quando eu li quis saber: quem é esse cara? O diretor veio da publicidade e foi o primeiro longa-metragem dele. Achei o roteiro muito interessante, muito diferente. Tinha linguagem própria e eu topei fazer o filme.
O diretor Afonso Poyart pediu que os atores improvisassem bastante em cena. Você sentiu que foi uma boa técnica adotada?
Sim, ele pediu que brincássemos mais com as cenas, poderíamos improvisar para ficar mais natural. Isso foi muito bom porque nos deu liberdade para criar mais. É claro que foi seguido um roteiro, mas tivemos mais liberdade para improvisar mesmo e, consequentemente, isso ajudou no desenvolvimento dos personagens.
Como você vê o cinema brasileiro desbravando cada vez mais fronteiras?
O Brasil é o país do momento economicamente e graças à Deus temos de tirar bom proveito disso. É uma boa oportunidade de levantarmos a nossa bandeira, mostrarmos o nosso país. É o Brasil mostrando que ele pode fazer o cinema que ele quiser.
Como é conciliar a televisão com o cinema?
Eu acabei transitando em várias esferas da cultura, o que eu acho bacana. No Brasil a televisão é muito importante, me dá muito prazer, e também gosto de fazer cinema de autor. Eu me sinto feliz de realizar esses desejos. Dediquei muitos anos da minha vida à televisão e de alguns anos prá cá comecei a diversificar mais. A TV exige uma dedicação em tempo integral e possibilita fazer somente aquilo durante um ano, um ano e pouco. Então penso que é bom dar uma reabastecida entre um trabalho e outro. Porque, se voce sai na rua, você não é você. É tudo muito grande, o que é legal, eu já acostumei com isso e a televisão dá uma adrenalina bacana e isso me interessa, mas eu gosto desse tempo e de diversificar.
Você consegue conviver bem com a fama e o assédio do público?
Eu aprendi a me preservar, saber como agir, me esconder quando precisa e não fazer muito carnaval nos lugares. Gosto de ver o mundo e eu não posso fazer isso somente quando saio do Brasil. Eu gosto da cidade, não gosto de viver isolada, tenho um jeito de ser, uma certa discrição que me protege.












































