Lançamento do cd ‘African Tree’, de Marcelo Andrade

01 Jul, 2013

O começo do mês de julho reserva uma boa surpresa aos amantes de música. O cd ‘African Tree’, produzido pelo multi-instrumentista carioca Marcelo Andrade, será lançado no dia 03, na casa de shows e artes The Forge, em Camden Town. Gravado através de um laptop durante as viagens do músico pela África, Kenya, além do Brasil, o álbum conta com a participação de mais de 70 convidados, oriundos de quatro continentes. Agora, pela primeira vez, o trabalho será apresentado ao vivo para o público e reunirá 6 músicos (no palco) e mais de 10 participações especiais, que contribuíram com a produção de African Tree.

 
Marcelo Andrade – African Tree – CD Launch
+ DJ D.Vyzor
Banda de apoio: Rainy and The Dust.

Quando
3 de Julho 2013
Portas abrem às 7:30pm,
Show: 8pm e 11:30pm

Onde
@ The Forge (3-7 Delancey Street, NW1 7NL)
www.forgevenue.org
020 73837808

Quanto
General Admission (e-ticket): £10
Concessions: £8 (The Forge can accept only cash on the door)

Marcelo, sua música e engajamento
Em seu novo álbum, as composições de Marcelo Andrade dialogam com a ilustração utilizada na capa do álbum, engajando-se perfeitamente com o título ‘Árvore africana’, em uma proposta musical mais ao estilo “World Music” que reúne diversos significados utilizando instrumentos e elementos simples para passar sua mensagem. Nele, uma flauta reproduz o som do canto do pássaro, ou o sax produz o som de um elefante. A crítica social ao homem e a valorização da natureza e seus elementos marcam muitas canções porque trabalham a unidade do planeta e proliferação da diversidade local.

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O quadro que está na capa do cd mostra a representação de um grupo africano, todos embaixo de uma árvore no centro, dançando e tocando, como acontece em muitas nas vilas da África. O músico nos conta que a artista americana Debbie ‘Mama’ Cris fez o quadro inspirada na musicalidade, causando a idéia de ‘raiz africana’. No encarte, pode-se ler sobre a experiência do músico na África (ele plantou 500 árvores durante a visita a Uganda), onde ele pode perceber o quanto a música brasileira estava enraizada nas tradições africanas.

Todas as canções trazem uma história diferente, com participações particulares, e muita diversidade de ritmo e letra. Muitas delas mostram a brasilidade, mas com raízes da África, como acontece com‘Barriga d’água’ (um xote cantado por Geraldo Azevedo), ‘Razão de ser’ (uma bossa nova cantado por Jandira Silva), ‘Samba das 8’ e ‘Bola de Cristal’ (participação do grande Filó Machado, no piano e vocais). No fim do álbum, você vai encontrar ‘Coco-Pera’, um coco com elementos de flamenco, com participação de Damian Ximenez. Outras canções mostram elementos de natureza, com percussão fortemente presente como em ‘Samburá’ (parceria com Josué Ferreira e Adriano Adewale) e ‘African Tree’ (cantada por Kadialy Kouvate).

 

Tree for Giles Peterson

 

Ibanda Children

 

 

 

 

 

 

 

A única canção instrumental é ‘Vôo livre’, que também conta com um elemento da voz num pequeno solo. A faixa que fecha o cd é ‘Blackbird’, a única em inglês (composição de Paul McCartney and John Lennon), com vocais africanos de ‘bombolulu singers’, Giriama Tribe, Mombassa do Kenya e Brigette Amofah, cantada suavemente e com ritmo dobrado.

No trabalho, há ainda as participações de muitos músicos residentes em Londres, como Rebeca Vallim, Leandra Varanda, Jonathan Preiss e Helder Pack. Produzido por Marcelo Andrade, a mixagem fica por conta de Chris Webster e Andres Lafone e a masterização, por Chris Webster. Com African tree, Marcelo Andrade consegue atingir um trabalho feito para o mundo todo escutar, com sons e elementos que obtém uma unidade mesmo dentro do paradoxo ‘World Music’.

 

Clique para escutar trechos das canções: https://soundcloud.com/ourlandrecords/african-tree-samples

Veja o website http://www.ourlandrecords.com/

Um pouco mais sobre Marcelo de Andrade

Nascido no Rio de Janeiro, Marcelo Andrade começou sua história musical estudando violino, piano, violão e cantando no coro bem estabelecido “Canarinhos de Petrópolis”. Ao se mudar para Londres em 1989, acrescentou violino jazz, saxofone, flauta e composição ao seu repertório. Ao longo de sua carreira, ele gravou e tocou com vários artistas, como Milton Nascimento e Corinne Bailey Rae e co-liderou seus próprios grupos – entre eles, ‘London Latin Jazz Ensemble’, ‘Ohayo-Samba’, ‘Samburá’, ‘Saravah Soul’ e ‘Jazzinho.

 

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