“BACK2BLACK – Back to Brazil and África”
10 Aug, 2012
Esse final de semana tivemos o Festival Back2Black, um evento produzido pelo Barbican aqui em Londres mas já feito no Rio de Janeiro em 2009. Sabia disso? Eu não. Pois é!!
É um encontro cultural entre Brazil e África. No passado, sabemos que a África acabou ajudando o Brasil a construir a sua identidade, na música popular, na religião como o candomblé, a própria capoeira, carnaval etc. Foi um festival cheio de apresentações inusitadas e muitos artistas da nossa música popular brasileira.
O Festival aconteceu em frente ao Rio Thames. Foram 3 dias de música no antigo mercado de peixe Old Billingsgate do lado da estação de Momument. Os artistas apresentaram em 3 palcos: main stage, vaults stage e terrace stage.
Um deles era do lado de fora do salão. Foi onde artistas brasileiros como o mineiro Flávio Renegado, Banda Carioca Tono, Natasha Llerena cantando MPB, o rapper Emicida, Drumheads, Batalha dos passinhos com hits que veio do hip hop ao frevo, samba e forró; a banda Soul Caribbean com músicos do Caribe que álias re-arranjaram músicas clássicas para reggae e ska grooves do século 21, Afrik Bawantu que cantaram diante do sol.
No Palco Vaults, pudemos curtir um pouco da Bahia, com canções originais da Banda “Candyló”, formada por alunos da Pracatum ( escola de música) em Salvador, a qual Carlinhos Brown fundou no bairro Candeal, onde foi criado. Álias anotem na agenda. Carlinhos Brown vem ai. Apresentará em frente ao Rio Thames, no Festival da BT dia 22 de julho.
Teve dois Djs, João Brasil e Nepal com vários Hits carioca. A banda “ Gomanche” formada por músicos renomados, o famoso baixista Arthur Maia, o percussionista baiano Gustavo Di Dalva, Claúdio Andrade o tecladista, o ex-baterista dos Novos Baianos Jorginho Gomes e o guitarrista Sérgio Chiavazzoli mostraram o melhor da nossa música instrumental. Todos músicos de Gilberto Gil. E ainda contamos com a participação do saxofonista querido e residente aqui Marcelo Andrade.
Com uma grande recepção, o público ouviu Criolo com Mulatu Astatke no palco principal. De acordo com Caetano Veloso, Criolo é a figura mais importante na nossa música pop. Ele é rapper e compositor que fala politicamente sobre a juventude no Brazil e discriminação social. Seu show foi bem encenado por ele enquanto cantava.
Luiz Melodia cantou grandes sambas, no primeiro dia. Foi ali que apresentou os artistas mais conhecidos como Marcelo D2 e a galera gostou. Martnália no segundo dia e pra quem esperou só samba, não rolou. Mas estava lá, toda simpática e com lindas canções de igêjá e salsa. No grande palco, tivemos a banda Roots Manuva uma banda consolidade aqui, liderada pelo rapper inglês de Stockwell, com raízes jamaicanas. E talvez a banda que mais representou bem a África e o Brasil juntos, pela banda, pelas dança e pela música, foi a banda “Femi Kuti and The Positive Force”.
Arnaldo Antunes esteve também presente e fez a galera cantar com ele. Jorge Ben Jor veio? Veio! Atrasou 40 minutos mas chegou! Cantou suas canções mais conhecidas. Não faltou “ mas que nada” e como diz um cara passando por mim “ só faltou Taj Mahal”. O público delirou, mesmo com seu jeito “Tim maia” no palco. Estava presente durante todo o show, o músico querido percussionista Zé Pretinho. Dançou e riu para galera.
Logo depois veio Gilberto Gil com canções conhecidas como “Grão” e “Os barracos da cidade.” Cantou canções de Bob Marley e mostrou sua dança cheia de ginga, com os pés e quadris como uma baiana. Tocou bossa nova com a cantora indiana Meeta Ravindra, já radicada no Brasil e foi muito bem recebida pela nossa comunidade. No final, o público pediu bis e ele finalizou com duas canções lindas, “Toda menina baiana” e “ Andar com fé”.
Não posso deixar de falar da organização Action for Brazil’s Children que fez uma exposição linda, mostrando um pouquinho do Brasil. Eles sempre precisam de voluntários para traduzir documentos. Caso queira colaborar, envie email para ask.us@actionforchildren.org.uk
A cena brasileira foi muito bem representada por esses artistas, cada um na sua originalidade e estilo. Vale a pena descobrir um pouco sobre artistas novos, os quais nunca ouvimos por aqui mas que o trabalho está sendo solidificado.
O próximo festival? Será em Agosto desse ano, ali na estação Leopoldina no Rio De Janeiro, dias 24, 25 e 26. Brazil!Vamos? É pertin….vamo lá?































































