Salvador da Bahia será uma das cidades-sedes da Copa do Mundo

30 Nov, 2013

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Por Wellington Medeiros de Sousa
Série ‘Cidades-sedes’ 

Conhecida por sua beleza natural e pela boa receptividade de seu povo, Salvador é umas das principais cidades turísticas do Brasil. A capital do estado da Bahia é conhecida pela orla de águas calmas, tépidas e cristalinas e é famosa pelo seu carnaval, com festas de rua tanto na praia, quanto no bairro histórico (Pelourinho).

Salvador, a primeira capital do Brasil, foi fundada em 1549 à beira da Baía de Todos os Santos. Sua região metropolitana, conhecida como Grande Salvador, tem mais de 3,5 milhões de habitantes, o que a torna a cidade mais populosa do Nordeste e 5ª maior do Brasil.
A cidade ostenta inúmeros “cartões-postais”, como o Pelourinho, o Farol da Barra e a Igreja do Bonfim, e belíssimas praias, além de diversas atrações culturais e gastronômicas. O entorno também é rico em opções para os visitantes, como as rotas turísticas do Dendê e do Descobrimento, a Chapada Diamantina e os Lagos do rio São Francisco.

A religião também tem papel importante no cotidiano dos moradores e visitantes. Salvador é conhecida como a cidade das 365 igrejas, uma para cada dia do ano, e é um exemplo de sincretismo religioso, marcado pela mistura entre o catolicismo e as crenças vindas da África junto dos escravos, como o candomblé.

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Os estádios de Salvador

Salvador conta com três estádios: o Otávio Mangabeira, conhecido como Fonte Nova (que receberá os jogos da Copa); o Manuel Barradas, chamado Barradão; e o Roberto Santos, em Pituaçu, em meio a uma reserva ecológica.
O Governo da Bahia reformou o estádio da Fonte Nova com investimentos públicos e privados e o custo da obra ficou em torno de R$ 591,7 milhões. A arena conta com uma estrutura multiuso e está apta para receber, além dos jogos de futebol, shows musicais e outros eventos culturais, a fim de dar retorno financeiro e viabilizar sua manutenção. Atualmente o estádio já se encontra em uso e conta com 50 mil lugares.

Potencial turístico

Salvador é uma das cidades favoritas pelos visitantes para sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014, pelo elevado potencial turístico e esportivo. No entanto, há muito trabalho pela frente para adequar-se às exigências da Fifa. A cidade ainda enfrenta grandes problemas, como a dificuldade de mobilidade urbana e a violência.

O evento pode ser uma oportunidade para desenvolver a cidade. É preciso revitalizar o centro histórico e o entorno do novo estádio, recuperar a infraestrutura hoteleira e a orla e reduzir os problemas de segurança e falta de mão-de-obra no mercado do turismo. Tudo depende apenas de formular e desenvolver estratégias eficazes para garantir um fluxo continuado e crescente do turismo internacional, com estabilidade de negócios e de empregos.

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Infraestrutura hoteleira

O estádio da Fonte Nova fica muito próximo ao porto, permitindo que os torcedores fiquem hospedados em navios.
Há reações contrárias do setor hoteleiro a esse esquema, que concorreria com os seus estabelecimentos. Além disso, durante os meses de junho e julho, quando acontece a Copa, é inverno no Hemisfério Sul e verão no Hemisfério Norte, portanto é um período de baixa temporada no Brasil e, geralmente, os navios de cruzeiro operam no Mediterrâneo.

Desafios e oportunidades

O maior desafio de Salvador para a Copa de 2014 é equacionar a sustentabilidade do novo estádio projetado com a grave desigualdade social da cidade. A Região Metropolitana de Salvador é a que apresenta o maior nível de desigualdade social, dentro do país, com a convivência de unidades com IDH de 0,971 e outras de 0,652. Salvador precisava de um estádio de grande porte, como o projetado com a reforma do Fonte Nova, mas enfrenta a contradição dos preços dos ingressos. Para a viabilidade econômica da nova arena é preciso que os ingressos de jogos tenham preços acima de R$30, o que é impraticável para boa parte dos moradores da cidade.

Outro desafio é o da mobilidade urbana. Os gargalos no sistema viário fazem com que as grandes avenidas se tornem “represas de veículos em marcha lenta”, com grandes congestionamentos nos horários de pico. Há necessidade de um grande investimento em sistemas de transportes coletivos de média e alta capacidade, para os quais existem estudos, mas não projetos executivos.

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