Artista em Foco: Zeu Azevedo

15 Dec, 2012

Por Shirley Nunes/ Brasil Etc.

Já em Londres desde Agosto de 2002, Zêuxis, conhecido como Zeu Azevedo, nascido Guanambi no interior da Bahia Brasil, o cantor e compositor nos conta um pouco da sua trajetória. Já compôs mais de 100 canções, viajou pela Europa toda e até já foi a Rússia, levando o nome Forró.

SN:Já tinha uma carreira no Brasil?
ZA: Sim. Comecei muito novo aos 5 anos de idade fiz minha primeira apresentação, aos 13 gravei meu primeiro Cd de música sertaneja, aos 16 gravei meu segundo disco forró de teclado no estilo do Frank Aguiar aos 18 fiz um outro cd de forró com um amigo Kléber Moreno, um grande acordeonista. Esse Cd foi gravado só sanfona e teclado.
Cantei com meu pai Cidinho Azevedo durante 15 anos, fizemos shows pelo interior da Bahia, norte de Minas e São Paulo também pelo interior e capital onde morei por 3 vezes.

SN:Quando decidiu vir para cá e porquê?
ZA: Eu sempre sonhei em conhecer o tal do primeiro mundo e ver de perto a modernidade e uma sociedade mais organizada, em 2002 surgiu a primeira oportunidade de vir pra Londres e eu agarrei com unhas e dentes, partiu da minha amiga Fernanda Medeiros e eu claro aceitei.

SN:E hoje, Zeu é diferente do Zeu de quando chegou aqui? Se sim, o que mudou?
ZA: Há pouco tempo eu cheguei a conclusão de que nós somos mesmo aquela metamorfose ambulante que Raul Seixas falava, cada experiência, a cada segundo que passa nos transforma em seres totalmente diferentes do segundo anterior, cada conhecimento adquirido no dia-a-dia vai nos moldando em uma pessoa nova constantemente ou seja mudei quase tudo em várias áreas da minha vida. Uma delas é o palco diferentemente do Brasil que eu fazia show tocando teclado aqui eu passei a tocar mais sanfona e me tornei um acordeonista muito requisitado na Europa, musicalmente eu melhorei bastante tendo contato com grandes músicos e toda musicalidade deles!
Intelectualmente, visitei museus, galerias, teatros, musicais, como pode ver um metamorfose mesmo! Rsrs

by Fernando BA

SN: Sua paixão pela música veio desde menino por influência de seu pai, com quem fez shows por muito tempo. Quando você percebeu que era de mudar, de fazer algo usando seu nome?
ZA: Meu pai sempre investiu na minha carreira solo. Meu nome já passou por três mudanças: quando eu era criança era meu nome o mesmo Zêuxis, depois de conhecer Téu Azevedo grande poeta em SP ele nos convenceu a fazer uma mudança e meu pai e eu mudamos pra Zêukis ao chegar em Londres resolvi simplificar comecei a divulgar somente Zeu Azevedo e foi a melhor escolha mas mesmo assim tem muita gente que confundi com Zeus, o Deus grego. Rsrsrs

SN: A sanfona é o seu instrumento. Foi o primeiro? E porque a sanfona?
ZA: Meu primeiro instrumento foi o violão aos 7 anos de idade minha mãe Iran Azevedo me ensinou os primeiros acordes mas dóia muito meus dedos então comecei a tocar teclado, a sanfona veio somente aos 18 e veio pra ficar, todos os intrumentos eu aprendi estudando sozinho não fui pra escola, toco de ouvido.

SN: Zeu sempre faço questão de saber dos artistas: o que te faz compor? O que te inspira?
ZA: Tudo me faz compor principalmente a vontade de explorar novos horizontes e expor o que eu sinto e vejo no mundo, o que mais me inspira é a vida.

SN: Suas composições são românticas? Qual mensagem você quer passar com a sua música?
Eu componho em vários estilos, eu falo de tudo em minhas composicões cada tema é diferente.

SN: Quais as novidades para 2013?
ZA: Estou indo pro Brasil em janeiro com um show bem legal. Tenho boas expectativas, eu espero de 2013 muita saúde e paz o resto a gente corre atrás.

Brasil Etc. e Culturart

SN: Você pretende lançar um cd em 2013. O que vai compor no cd, além de canções próprias?
ZA: Sim pretendo lançar o cd que gravei com a Banda Forródaki em Londres. Todas as músicias sãos de minha autoria e já comecei gravar outro com o Raphael Delphino e Davi Lannes.

SN: Quem está produzindo? Quem são as pessoas envolvidas?
ZA: O Cd com a banda ForróDaki foi produzido pelos músicos da banda ( Klaus Stahr, baixista, Raphael Delphino na bateria, Kaw Regis na guitarra, cavaco, piano e vocais, Felipe Karam no violino e Cavaco e Lucas Amorim na percussão).

SN: Já fez apresentações pela Europa e ainda faz. Como tem sido essas viagens?
ZA: Tem sido um sonho conheci mais de 10 países nesses 10 anos e toquei em todos. Até em Dubai estive tocando 2 vezes. Deus foi muito generoso comigo.

SN: Tem previsão de quando volta ao Brasil?
ZA: Eu volto agora em janeiro pra fazer uma divulgação e ver a resposta do público, mas definitivamente ainda não sei.

SN: Quer falar algo que eu não tenha perguntado?
ZA: Gostaria de agradecer a você Shirley pelo trabalho maravilhoso que tu vens desenvolvendo com a cultura brasileira aqui na Europa e a revista Brazil etc pelo carinho de sempre com meu trabalho e minha pessoa. Quero agradecer também a todos meus fãs e amigos que me apoiaram nessa grande caminhada e principalmente a Deus por ter me conservado e me abençoado tanto.


Zeu Azevedo

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