As quebradeiras do Coco Babaçu faz diferença no Norte do Brasil
19 Mar, 2013
Culturart acompanhou a maior passeata de mulheres na Europa que aconteceu em Londres e também um evento da Organização War on want a qual promoveu um evento focado na violência contra mulheres, trazendo 3 palestrantes para falar sobre a Mulher Resistente, aquela que já sofreu violência e combate à violência.
Uma das palestrantes era brasileira, Dona Dijé que veio diretamente de São Luiz de Gonzaga, do Maranhão para falar do movimento chamado Movimento Interestadual das Quebradeiras do Cocô Babaçu (MIQCB) onde é coordenadora. O movimento tem como objetivo lutar pelo direito a terra e a palmeira de babaçu para que possam trabalhar e sobreviver além de manter a natureza estável.

As quebradeiras do cocô Babaçu estão em quatro estados, Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins, formando mais de 300 mil mulheres trabalhando com babaçu.
Quando foi perguntando quando foi visto que tinha a necessidade de criar um movimento, ela nos diz “a destruição das florestas de babaçu palma vem acontecendo desde dos anos 70, quando os fazendeiros começaram também a amedrontar moradores das vilas para deixarem suas casas ou poderiam morrer. Depois de muitos anos, depois que mutia gente foi para cidade sem expectativa de vida, a gente resolveu se juntar e buscar os direitos porque eles não eram donos daquelas terras por volta de 1989.”
De acordo com a War on want conseguiram em 2007 apoio do governo federal após a tantas denúncias e apresentação de projeto para garantir que o babaçu ficar protegido mas ainda acontece muito desmatamento nos dias atuais “para dar lugar a agricultura em grande escala comercial, pecuária, mineração e, mais recentemente, os biocombustíveis”.
O movimento está ganhando tanto espaço que hoje elas estão com cooperativa para produzir e vender seus próprios produtos como farinha, azeite, sabonete, todos que vem do coco de babaçu.
Após tantos anos de confrontamento com fazendeiros, ela disse “chegou um momento em que perdemos o medo e agora enfrentamos sem medo porque descobrimos que temos direito. Até o final da minha vida quero ver elas crescerem, produzindo e competindo no mercado.”
Fotos de War on Want
Agradecimento Haidee Laure Giles












































