Estudantes brasileiros ampliam seus horizontes com o Programa Ciência Sem Fronteira
28 Nov, 2013
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Por Natalia de Santana Revi
Em um país com a economia em forte desenvolvimento, como o Brasil, investir no capital humano é uma maneira de se manter no caminho do crescimento e também abastecer o mercado com uma mão de obra altamente qualificada. Para muitos brasileiros, estudar em um país estrangeiro é uma forma de potencializar suas perspectivas profissionais e aproveitar a oportunidade que talvez o estudante não tivesse acesso, se tivesse ficado no Brasil.
Ciência Sem Fronteira (CsF) é um programa de intercâmbio educacional desenvolvido pelo Governo Federal que dá incentivo ao estudante brasileiro em formação ou já graduado que almeja estudar no exterior. O programa procura atrair estudantes nas áreas da Ciência, Engenharia, Matemática, Tecnologia e Inovação, além das indústrias criativas. Como conseqüência, o governo espera suprir a falta de trabalhadores altamente qualificados em diversas áreas técnicas no mercado. O programa CsF também tem como objetivo ampliar as relações entre o Brasil e seus países parceiros, nos setores governamentais, no ensino superior e também no setor privado, o que pode favorecer ainda mais a colaboração entre os países e os estudantes.
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O programa é ambicioso, com o objetivo de capacitar 101 mil estudantes e pesquisadores brasileiros para entrar em algumas das melhores universidades do mundo. Espera-se que, somente no Reino Unido, cerca de 10.000 estudantes brasileiros sejam recebidos ao longo dos próximos quatro anos. Esse projeto é resultado do esforço conjunto entre o Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio de suas agências de financiamento específicos – CNPq e CAPES. O programa Ciência sem Fronteiras do Reino Unido é coordenado pela Unidade Internacional do HE, representando as universidades do Reino Unido.
Os interessados em se candidatar ao programa devem observar que sua experiência no exterior vai durar, no mínimo, um ano. Os alunos serão selecionados de acordo com sua habilidade e conhecimento no curso escolhido. Eles também terão de cumprir as exigências linguísticas do curso, que varia de universidade para universidad . Os testes de língua mais comumente aceitos no Reino Unido são IELTS e o TOEFL . Além disso, o estudante terá que estudar pelo menos 60 por cento de seu curso no Brasil. Finalmente, o aluno deverá retornar ao Brasil ao final do período de estudo. Se eles não cumprirem com estes requisitos, ele ou ela terá de reembolsar todas as despesas pagas pelo programa Ciência sem Fronteiras .
De acordo com Matheus Geremias, estudante de graduação brasileiro da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), que veio para o Reino Unido fazer um curso de graduação “sanduíche” em Biomedicina na University of the West of England, ter a oportunidade de estudar em uma universidade estrangeira traz inúmeros benefícios. Matheus aprendeu a ser mais independente e a desenvolver determinadas habilidades acadêmicas que ele não teria tido a oportunidade de desenvolver em uma universidade no Brasil. Ele também dá uma dica para quem está pensando em participar do programa : “É importante ficar de olho nas datas dos exames de língua exigidos para cada idioma específico, porque eles não são muito frequentes, mas extremamente importantes para garantir o acesso a uma instituição estrangeira”, afirma.
Investir no talento parece ser o mantra do Ciência sem Fronteiras e a participação no programa para estudantes e pesquisadores representa um grande passo para o desenvolvimento de habilidades e competências profissionais. No entanto, é igualmente importante para os participantes abraçar a oportunidade de aprender sobre uma nova cultura e depois voltar ao Brasil para ajudar na construção de uma sociedade melhor.













































