Gustavo Marques volta para Brasil

01 Jan, 2013

O cantor e músico há mais de 10 em Londres decide voltar para Brasil e conta para gente o que plantou, colheu e o que leva para Brasil. Gustavo Marques fez trabalhos do samba e forró ao jazz e soul. Ele inicia nos dizendo “Sempre tive violão em casa então foi natural a escolha por esse intrumento . Aprendi meus primeiros acordes com meu pai que sempre tocou violão clássico em casa…mas só fui levar a música a sério depois que encontrei a escola de música “Groove” em São Paulo.”

SN: Quanto tempo tem vivido só de música?
GM: Estudei por 6 anos na Groove e trabalho com música profissionalmente há mais de 15 anos.

SN: Toca, canta e compõe, o que sente mais à vontade?
GM: Gosto muito de tocar violão e cantar. Me sinto mais a vontade no palco, especialmente quando a qualidade do som está boa.

SN: O inglês faz parte da sua composição?
Nunca compus uma letra em inglês estive compondo canções com a cantora Heidi Vogel onde fizemos as melodias juntos e ela escreveu as letras em Inglês.

SN: Sabemos que veio a criar noite de Gafeira aqui em Londres. Quais as dificuldades que encontra diante de tanta variedade?
É sempre muito intenso executar projetos como esse, Você tem que pensar e organizar tudo desde a escolha do repertorio e dos músicos com quem vai trabalhar até ensaios, divulgação etc. Sinto que as vezes não e’ fácil transmitir a música brasileira para o público inglês em geral. Eles as vezes confundem nossa música com Salsa ou alguma outra música latina mas também tem muito Inglês que gosta de Forró e Samba. O lado financeiro também pesa, é difícil conseguir bons cachês pra uma banda com seis músicos.

SN: O que você pode dizer que aprender durante esses 10 anos em Londres?
Por Londres ser essa cidade tão cosmopolita, tive contato com gente e culturas de muitos lugares do mundo que foi uma experiência fantástica mas acho que o mais importante que aprendi foi sobre o Brasil. Acho que viver em Londres me deu a possibilidade de ver o Brasil de fora e enxergar os pros e contras de maneira mais clara.

SN: Conta sobre seu trabalho durante esses anos.
Quando cheguei aqui eu não conhecia ninguém…Acabei indo parar num bar que na época se chamava “Bar Madrid” onde havia uma noite brasileira as segundas-feiras com forro e um outro ambiente com MPB (Voz e Violão) Pedi pra dar um “canja” e acabei tocando la por mais de um ano. Conheci muita gente nessa epoca. Depois de dois anos por aqui convidei meu primo Eduardo Marques pra vir morar em Londres e formar uma banda. Tocamos muito pela noite Londrina e fomos convidados pra gravar o álbum “Jazz Popular Brasileiro” pela gravadora “Candid Records” com composições próprias e interpretações de nomes como: Edu Lobo, Djavan, Gilberto Gil e participações de Heidi Vogel, Ingrid Laubrock e Steve Lodder. Trabalhei com outros músicos tocando jazz, forro, samba, soul, funk, pop etc. no Reino Unido e em países da Europa como Espanha, Alemanha, Áustria, Bélgica, Portugal.
Esse ano de 2012 estive produzindo a noite do “Forró do Galpão” as quintas-feiras no Corbet Place – Brick Lane, essa noite já acontece a mais de seis anos e desde maio iniciei a de Gafieira as quartsa com o sexteto “Gafieira Universal”.

SN: Está voltando para Brasil? Porque decidiu voltar? Decidi voltar ao Brasil depois de 12 anos porque acho que terei mais possibilidades de me desenvolver música e profissionalmente por lá. Sempre que visito o Brasil sinto uma energia vibrante positiva na música e nas pessoas que me atrai muito.

SN: Tem planos para Brasil? Como você vê o Brasil hoje?
Mando notícias…Pretendo manter um intercâmbio com Londres e sempre q puder vir me apresentar por aqui.

SN: Se você pudesse dar um conselho para os músicos que fica, que conselho daria?
O mesmo que daria pra os que estão no Brasil: música tem que dedicar bastante, ouvir e ouvir boa música.

Contato:
Gustavo Marques / Phone: 07865047920 / Email: gusrodrigues@yahoo.com.br

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